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Hospital Oncológico Infantil capacita equipe para atendimentos a pacientes autistas

Para aprimorar o acolhimento, Hoiol firmou parceria com projeto de inclusão quer desenvolver protocolo específico para os atendimentos das pessoas ...

04/04/2025 às 18h12
Por: Adão Gomes Fonte: Secom Pará
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Foto: Jaíne Oliveira - Ascom Hoiol
Foto: Jaíne Oliveira - Ascom Hoiol

Abril Azul é o mês dedicado à conscientização sobre o autismo, e o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) realizou um ciclo de palestras, nos dias 2 e 3, desta semana, com o intuito de capacitar seus profissionais para oferecer o melhor acolhimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante o evento, especialistas compartilharam estratégias de comunicação e técnicas de adaptação de ambientes, com o objetivo de proporcionar um atendimento mais humanizado e eficaz a crianças e adolescentes com o transtorno.

A diretora-geral Sara Castro afirmou que a iniciativa quer assegurar um cuidado integral, respeitando as especificidades e necessidades das pessoas atípicas, promovendo um atendimento mais inclusivo e sensível.

Rosenilde Santos, especialista em psicopedagogia, ministrou a palestra ’Quando a gente se conscientiza, as peças se encaixam'

“Estamos preparando a nossa equipe para desenvolver um protocolo de atendimento específico para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assegurando um acolhimento prioritário e respeitoso. Acreditamos que essa abordagem é o pontapé inicial para aprimorar a qualidade da assistência oferecida aos nossos usuários”, disse Sara Castro.

Natacha Cardoso, coordenadora de humanização do Hoiol, enfatizou que, por ser uma unidade pediátrica, o hospital já oferece atendimento prioritário e segue a classificação de risco da escala Manchester. No entanto, destacou a importância de um olhar diferenciado para pacientes autistas.

A palestra “Autismo e Humanização No atendimento Hospitalar: compreendendo e acolhendo, ministrada por Geovana Quadros e Rafaela Freitas

"Esse entendimento surgiu após ouvirmos as mães atípicas, o que nos levou a rever nossos processos internos e, desenvolver um projeto piloto focado na inclusão e capacitação, que também abrangeu atendimento humanizado para povos indígenas e surdos. A ideia é garantir um acolhimento mais empático, inclusivo e atento às particularidades de cada paciente.

A coordenadora enfatizou que, “apesar de estarem apenas no início dessa jornada, o hospital iniciou ações para sensibilizar tanto os profissionais quanto às famílias sobre o autismo’. Natacha também compartilhou uma parceria com a Usina da Paz, que fornecerá capacitação e certificação para os colaboradores. “O hospital tem sido reconhecido por sua abordagem única e pioneira no atendimento a pacientes autistas, sendo um exemplo de esforço para criar um ambiente mais inclusivo e sensível às necessidades desse público.

“Durante a programação, foi anunciada a implementação de mudanças no fluxo de atendimento, como a inclusão do autismo na classificação de risco e a identificação do paciente no prontuário eletrônico, garantindo que mães não enfrentam dificuldades na recepção. Além disso, a equipe multidisciplinar será mobilizada para oferecer um atendimento individualizado, considerando as limitações sensoriais e emocionais dos pacientes, com o objetivo de aprimorar o acolhimento e a qualidade do cuidado, marcando o início de uma trajetória de melhorias contínuas no hospital”, afirmou Natacha Cardoso.

Ana Rodrigues e o filho Afonso, de 5 anos

Mãe de Afonso Gabriel Santos, de 5 anos, Ana Débora Rodrigues, 34 anos, destacou que o menino é não verbal e tem restrição ao toque, o que dificulta o atendimento. “Estou muito feliz com o esforço do hospital em capacitar os funcionários para lidar com as particularidades das crianças autistas, como saber o momento certo de interagir ou respeitar as crises. Essa evolução não beneficiará apenas meu filho, mas todas as crianças que precisam de acolhimento especializado, proporcionando maior segurança e conforto tanto para as famílias quanto para a equipe hospitalar”, disse.

Além da palestra “Autismo e Humanização No atendimento Hospitalar: compreendendo e acolhendo, ministrada por Geovana Quadros e Rafaela Freitas, o evento também contou com a participação de Rosenilde Santos, mestre em docência e especialista em psicopedagogia que atua no projeto de inclusão Usina da Paz Jurunas - Condor, ministrou a palestra' Quando a gente se conscientiza, as peças se encaixam”. Ela frisou que o acolhimento vai além da humanização; trata-se de respeitar e entender as necessidades das pessoas atípicas ou neurodivergentes, destacando a empatia como essencial nesse processo.

“Essa parceria visa ampliar os serviços oferecidos para crianças neurodivergentes e respectivas famílias, oferecendo apoio em terapias, avaliações e orientações sobre os primeiros passos para o atendimento adequado. A colaboração entre as instituições visa melhorar o atendimento e esclarecer dúvidas, proporcionando um suporte mais completo. Esperamos consolidar esses laços e fortalecer o papel de humanização e acolhimento no Hospital Oncológico Infantil, em conjunto com o projeto de inclusão da Usina”, concluiu Rosenilde Santos.

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