Seja um restaurante de comida japonesa, uma pizzaria, uma churrascaria, um bar ou uma hamburgueria, o setor de alimentação também faz uso de novas tecnologias e inovações. Uma pesquisa de 2024 revelou, por exemplo, que 28% dos estabelecimentos usam ou já usaram inteligência artificial (IA) em algum processo, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Desse montante, 40% usaram a IA em tarefas de marketing, como na criação de publicações para redes sociais e campanhas personalizadas. O estudo apontou que 26% já utilizaram essa tecnologia para automatizar o atendimento ao público e 17% na formulação ou reformulação do cardápio, bem como precificação de pratos e sugestões para novas combinações.
Paulo Fiaschi, product manager da Consumer (empresa especializada em soluções tecnológicas para o setor de alimentação), afirma que o segmento vem passando por um “processo de digitalização em massa”. A pandemia de Covid-19, na sua visão, foi um divisor de águas e o uso de tecnologias não se resume à IA.
“Antes da pandemia, cardápios digitais em QR Code e totens de autoatendimento eram produtos caros e de nicho. Agora, essas tecnologias se popularizaram e sua adoção é essencial para o dono do restaurante se manter competitivo e relevante”, afirma.
Fiaschi diz que, assim como ocorre em outros segmentos, a automação reduz a incidência de erros em tarefas repetitivas. “Entendemos que diminuir a interferência humana em processos mais automáticos é o que os empreendedores buscam para agilizar o trabalho”, pontua.
Case observado
O product manager cita o exemplo de um cliente atendido pela Consumer para explicar como a automação pode ser útil. A lanchonete Vintage Arcade, localizada em Bebedouro (SP), instalou um totem de autoatendimento.
Além de agilizar o recebimento de pedidos e reduzir filas, a novidade permitiu destacar promoções e combos exclusivos, incentivando os clientes a adicionar itens extras aos seus pedidos, o que contribui para o aumento nas vendas. A instalação envolveu também a integração de um computador com as especificações recomendadas, impressora térmica e sistema de pagamento eletrônico.
“Toda semana, eu almoço em um restaurante que tem um ótimo buffet por quilo e bom atendimento. Mas na hora de pagar a conta, preciso pegar uma fila enorme, literalmente. O cliente é esperto: automaticamente ele vai comparar esse tipo de experiência com outras em que o fechamento da conta foi extremamente ágil. É um caminho sem volta e você realmente começa a pensar se compensa ir naquele ‘tal lugar’ que demora uma eternidade”, compara Fiaschi.
Redução de custos
Outro ponto mencionado pelo product manager é a redução de custos proporcionada pela tecnologia. Ele menciona o caso de restaurantes que lidam com uma elevada demanda de pedidos de entrega.
“Um restaurante que utiliza um otimizador de rotas [sistema que calcula as rotas de acordo com o endereço do consumidor e o trajeto de cada entregador] consegue entregar mais pedidos em menos tempo, economiza recursos com logística e aumenta a percepção da qualidade para o cliente. E o mesmo acontece do balcão para dentro da cozinha, quando processos automatizados eliminam erros e reduzem o desperdício”, aponta.
A lógica de qualidade e redução de custos proporcionada pela tecnologia também se aplica a comandas, emissões de notas fiscais, integração com aplicativos de pedidos, bots para WhatsApp e todas as outras funções de um estabelecimento gastronômico, acrescenta Fiaschi.
“Há muito mais a ser explorado. O varejo, por exemplo, está integrando recursos de IA e sistemas complexos de big data para prever tendências. E já é possível ver boas empresas de tecnologia para o setor da alimentação caminhando nessa direção”, conclui o executivo.
Para saber mais, basta acessar: https://consumer.com.br/
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