O Open Finance, ou sistema financeiro aberto, é uma iniciativa do Banco Central do Brasil que permite ao cliente autorizar o compartilhamento de seus dados financeiros entre diferentes instituições autorizadas, com o objetivo de ampliar a concorrência, promover a inovação e oferecer serviços mais personalizados. Desde sua implementação, o modelo avançou rapidamente: de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o número de assinaturas ativas saltou de 43 milhões em janeiro de 2024 para 62 milhões em janeiro de 2025, um crescimento de 44% em apenas um ano. Além disso, o sistema já registra mais de 2,3 bilhões de comunicações bem-sucedidas por semana, consolidando-se como uma das principais ferramentas de transformação do setor financeiro no país.
Para a bancária e especialista em serviços financeiros Paula Carneiro Sereno, o Open Finance representa uma mudança profunda na forma como os bancos se relacionam com os clientes.
"Com o compartilhamento autorizado de dados, podemos oferecer um atendimento mais humanizado e personalizado, criando vínculos de confiança e fidelização. O cliente não quer mais um atendimento padrão, ele quer ser visto e compreendido", explica Paula.
Segundo a especialista, o acesso a dados mais completos e atualizados permite identificar com mais soluções as necessidades de cada pessoa e recomendações de soluções financeiras que realmente fazem sentido.
"Ter domínio sobre os produtos e serviços bancários é essencial, mas o diferencial é saber ouvir o cliente, entender seu momento de vida e oferecer exatamente o que ele precisa. Esse é o papel de um profissional que quer ser referência", destaca.
A personalização vai além da oferta: ela também está na forma como os problemas são resolvidos. Em um ambiente mais dinâmico e competitivo, Paula ressalta que o profissional do setor precisa agir com agilidade, proatividade e estratégia, especialmente em situações complexas.
"Lidar com pressão faz parte do nosso dia a dia. Mas quando você tem empatia, conhecimento e preparo, consegue transformar um momento difícil em uma oportunidade de fortalecer a relação com o cliente", afirma.
A tendência é que, com o avanço do Open Finance, o setor bancário se torne cada vez mais centrado no cliente, promovendo experiências financeiras mais inteligentes, transparentes e eficazes. Para profissionais como Paula Carneiro Sereno, essa transformação exige não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade e comprometimento com o atendimento de qualidade.
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