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IML coleta amostras genéticas de pessoas mortas não identificadas encaminhadas para sepultamento em Manaus

As amostras genéticas são coletadas para composição de um banco que pode ajudar a aliviar a dor de quem busca parentes desaparecidos

17/06/2021 22h35
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Por: Adão Gomes Fonte: Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas
Foto: Reprodução/Secom Amazonas

De janeiro até abril deste ano, o Instituto Médico Legal do Amazonas(IML) encaminhou para sepultamento os corpos de 52 pessoas não identificadas por familiares. A maioria perdeu a vida em decorrência de mortes naturais, mas há casos de vítimas de violência. Em todas as situações, amostras genéticas são coletadas para composição de um banco que, no futuro, pode ajudar a aliviar a dor de quem busca parentes desaparecidos.

Nesta semana, oDepartamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas(DPTC) está realizando a campanha para coleta de amostras genéticas de familiares de pessoas desaparecidas. A ação ocorre até esta sexta-feira (18/06). Com as informações genéticas de parentes, é possível fazer um cruzamento de dados para identificar pessoas em todo o país, pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Dados do DPTC

De acordo com os dados do DPTC, 302 pessoas foram sepultadas sem identificação entre os anos de 2019 e 2020, em Manaus. Em alguns casos, o IML tem suspeita de quem seriam as pessoas, mas a falta de parentes para reclamar os corpos acaba impedindo que o processo legal de identificação seja concluído e, por isso, o cidadão é enterrado como indigente.

Nos dois últimos anos, 23 pessoas, que já haviam sido enterradas no estado, acabaram sendo identificadas por familiares a partir dos exames de DNA.

O diretor do IML, José Reginaldo, explica que há diversos métodos para identificação legal de pessoas. Isso pode ser através da comparação das digitais, do odontograma (arcada dentária) e por meio do exame de DNA.

“O reconhecimento é o meio pelo qual alguém que conhecia aquela pessoa vai agora encontrar características, que podem ser na roupa, pode ser no corpo, através de uma cicatriz, tatuagem ou defeito físico. Enquanto identificação é o meio pelo qual eu digo que aquela pessoa é única e distinta das demais”, salienta.

Processo de identificação

Segundo Reginaldo, existem maneiras de familiares ou pessoas próximas ajudarem no processo de identificação, trazendo fotografias, exames médicos e pelo menos um parente de sangue para o exame de DNA. Orienta-se ter em mãos o documento de identidade, a carteira de habilitação ou carteira de trabalho do morto, para que seja comparado com o prontuário civil, que contém registros de impressões digitais.

Em casos de busca após o sepultamento, o IML fará o recolhimento de informações cruciais como sexo, características físicas e idade. Será feita uma comparação com os dados armazenados até chegar à etapa de identificação.

O tempo em que um corpo pode ficar armazenado no IML é de até um mês. O Instituto Médico Legal (IML) está localizado na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. O contato telefônico é o (92) 3216-6070.

Banco de DNA de desaparecidos

Termina nesta sexta-feira (18/06), a campanha de coleta de material genético dos familiares de pessoas desaparecidas no estado. A iniciativa visa criar um Banco de DNA de familiares de pessoas desaparecidas e faz parte da campanha nacional encabeçada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O material genético está sendo coletado pelo Instituto de Criminalística (IC), através do laboratório de genética forense. O agendamento para a realização da coleta deve ser feito através do número (92) 98416-1122. O atendimento no laboratório funciona das 8h às 17h.

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