NO DISCURSO EM DAVOS, JAIR BOLSONARO DIZ QUE VAI CUIDAR DA SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL, PARA QUE O PAÍS SEJA VISITADO. ELA FAZ PROPAGANDA DA AMAZÔNIA E DAS PRAIAS. EM MANAUS: POLÍCIA MILITAR APREENDE MIL SACAS DE CARVÃO VEGETAL EM SITUAÇÃO IRREGULAR DURANTE OPERAÇÃO "ÁGUIA - BOINA VERDE" AO ESTADÃO, HAMILTON MOURÃO TAMBÉM DISSE QUE DIVERGÊNCIAS ENTRE PAULO GUEDES E ONYX LORENZONI ESTÃO SUPERADAS. “TEM ESSES PRIMEIROS DEZ DIAS, QUE É O MOMENTO DE CONHECER AS COISAS. O PAULO E O ONYX JÁ TROCARAM BEIJINHOS E ESTÁ TUDO CERTO.”

Cavalaria da Polícia Militar fortalece ações de segurança

Cavalaria da Polícia Militar fortalece ações de segurança

No Amazonas, 24 cavalos trabalham em patrulhamento, contribuindo na manutenção da segurança pública e em ações de cunho social, como a equoterapia

Com grande inteligência e capacidade física, os animais têm se mostrado indispensáveis em diversas funções sociais. De condutores de pessoas sem visão ao trabalho policial, eles conquistaram espaço e fazem a diferença. No Amazonas, os cavalos têm contribuído com a segurança pública, auxiliando policiais militares no patrulhamento das ruas e também no desenvolvimento de atividades sociais, como a equoterapia direcionada a crianças com deficiência. Essas atividades são realizadas pela Polícia Militar do Amazonas, por meio do Regimento de Policiamento Montado “Coronel Bentes” (RPMon), formado por 54 policiais cavaleiros e 24 cavalos.

Para que os animais executem com precisão as tarefas, tanto às relacionadas à segurança pública, quanto à atividade de equoterapia, os animais são capacitados diariamente no Comando de Policiamento Especializado (CPE), no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus. Os animais aprendem, entre outras técnicas, a lidar com barulho e aglomeração de pessoas e permanecerem calmos. Antes de cada dia de trabalho, os cavalos passam por cerca de duas horas por várias experiências que simulam o ambiente diário de patrulhamento, superando obstáculos, ambientes com fogos, barulho etc.

“O animal pode até se assustar com um foguete, mas ele será sempre dominado, sem prejuízo a saúde dele, do cavaleiro e da população”, explicou o comandante do CPE, o major D. Muniz, ressaltando que os militares que se tornam cavaleiros também passam por um treinamento específico. Ele explica que o curso de policiamento montado tem duração de três meses.

Treinamento – Os animais são treinados para participarem do patrulhamento em grandes eventos, como partidas esportivas, shows, exposições e grandes aglomerações. Os cavalos são altos, medem acima de 1,75 metros e pesam até 800 quilos. Em serviço, eles e os policiais são capazes de controlar distúrbios civis que eventualmente ocorram nas áreas patrulhadas.

“Com a altura privilegiada, o militar montado a cavalo consegue ter uma visão ampla do que realmente está acontecendo e, assim, age com assertividade. A presença dos cavalos é preventiva e desfaz aglomerações de pessoas, além de ajudar no controle e movimento da população. Uma situação na qual militares a pé teriam mais dificuldade. Os cavalos são dóceis e ficam sob o domínio dos cavaleiros”, explicou o explicou o comandante.

Como funciona o patrulhamento montado – Os animais são lançados em turnos diários, sendo que quatro cavalos saem para o patrulhamento a cada dia. Atualmente, existem 24 animais no patrulhamento montado do Amazonas.

“Hoje, o nosso regimento conta com 54 policiais montados na nossa unidade existente. Nós trabalhamos diariamente com a modalidade, o processo de policiamento montado a cavalo, em todas as áreas da cidade de Manaus. O nosso trabalho é um policiamento preventivo, focado principalmente nas áreas com um grande fluxo de pessoas, como o centro da cidade, o calçadão da Ponta Negra e demais áreas onde nós temos praças esportivas, onde há aglomerações de pessoas”, comentou o comandante.

Higienização e tratamento veterinário – Nem tudo é só trabalho. Os animais também recebem um tratamento especial com médicos veterinários durante a higienização e também recebem banhos terapêuticos.

“Nossos animais recebem, diariamente, tratamento no nosso Centro de Veterinária. Nós temos médicos veterinários, auxiliares veterinários e ferregeadores, além dos policiais que se dedicam inteiramente aos cavalos, cuidando deles com atenção especial”, comenta o major D. Muniz.

A higienização é feita nos animais conforme a escala de trabalho. “O banho ideal para o animal seria de 15 em 15 dias, para a gente manter uma pelagem bem limpa e bonita. A limpeza do animal inclui escovação e rasqueamento. Diariamente, nós passamos a rasqueadeira e a escova, para tirar o pelo morto e impurezas”, explica o sargento Presley.

A rasqueadura e a escovação diária nos animais também agem como uma massagem terapêutica. “Toda vez que passamos a escova, eles se sentem muito bem porque é como se você estivesse fazendo uma massagem no dorso dele”, afirma o sargento.

Projetos sociais – A Polícia Militar do Amazonas, por meio do Regimento de Policiamento Montado (RPMon) “Coronel Bentes”, também promove a prática de ações sociais no Núcleo de Equoterapia, desenvolvido pela unidade de polícia especializada.

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. O Núcleo de Equoterapia atende atualmente 58 praticantes, entre crianças, jovens e adultos. O atendimento é realizado uma vez por semana, com duração de 30 minutos. Dentre os beneficiados pela equoterapia da Cavalaria estão pessoas com paralisia cerebral, autismo, hiperatividade, deficiência auditiva e síndromes de Down, de Asperg e de West.

Para participar da terapia com os animais, é preciso preencher alguns requisitos, conforme explica a chefe do Núcleo de Equoterapia da Cavalaria, a 1ª tenente Daiane Veras. “Nós temos pré-requisitos para fazer a equoterapia. Em primeiro lugar, a criança tem que ter uma pré-autorização do médico, atestando que ela está apta. Isso é concedido geralmente por um neurologista”.

Há dois anos, o pequeno Adam Yacub, 6 anos, participa da equoterapia. Além da postura, ele melhorou progressivamente a autoconfiança. “Ele melhorou na coragem dele, ficou mais sociável e mais alegre. Ele vem com felicidade para fazer a equoterapia”, comemora Mohamed Yacub, pai do menino.

Para a psicóloga da Equoterapia, Maria Eulália Campos, a interação com os animais é benéfica em diversos sentidos, gerando ganhos nas relações sociais e físicas desses pacientes. “A autoconfiança do Adam melhorou muito. Quando ele monta no cavalo, consegue ver o mundo de igual para igual”, exemplificou.

O Núcleo de Equoterapia, hoje em dia, tem uma lista de espera de aproximadamente 300 pessoas para o ingresso no programa social da Polícia Militar do Estado do Amazonas.

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